Crítica ao sensível na teoria da alma racional de René Descartes

Autores

Edgard Vinícius Cacho Zanette
Universidade Estadual de Roraima/UERR
https://orcid.org/0000-0002-2395-2632

Palavras-chave:

Filosofia, René Descartes, Teoria da Alma Racional, Crítica

Sinopse

Nesta obra, propomo-nos a mostrar que, na teoria da alma racional de René Descartes, nada nos permite afirmar que seu idealismo instaura uma doutrina oposta ao âmbito do sensível. O estilo da escrita de Descartes é desafiador, provocador, e pretende mostrar rigorosamente a verdade do sensível em toda sua importância e fecundidade. Nesse sentido, pela nossa interpretação da teoria da alma racional, intencionamos mostrar como o filósofo renuncia a um saber pré-filosófico, porém, para reconduzi-lo a seu devido lugar.

Capítulos

  • Capítulo 1
    Exame dos prejuízos e crítica ao sensível na passagem da “Primeira” para a “Segunda meditação”
  • Capítulo 2
    Crítica ao sensualismo, descoberta do cogito e psicologia racional como ponto de encruzilhada na “Segunda meditação”
  • Capítulo 3
    Exame da natureza do cogito, psicologia racional e crítica ao sensível
  • Capítulo 4
    A difração do espírito: o problema de abordar o conceito “corpo” sem um corpo existente

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Edgard Vinícius Cacho Zanette, Universidade Estadual de Roraima/UERR
https://orcid.org/0000-0002-2395-2632

Bolsista IC Pet-Filosofia. Bacharel/Licenciado e Mestre em Filosofia Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). Doutorado em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Professor colaborador da UNICAMP (Bolsista/Estágio Remunerado PED B/2011, Bolsista Capes/2011 a 2013).Professor efetivo do Curso de Filosofia da Universidade Estadual de Roraima (UERR). Membro dos grupos de pesquisa Estudos Cartesianos - ANPOF e da Escola Amazônica de Filosofia - EAF. Coordenador das atividades: NEV-UERR (Núcleo de Estudos da Violência); PIBIC (2017/2018); Pibid/Filosofia UERR (2015 a 2018); Projeto de Extensão Descartes: Clube de estudo da língua francesa com recheio filosófico. Coordenador do Mestrado Profissional em Segurança Pública, Direitos Humanos e Cidadania da UERR. Pós-Doutorado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) com pesquisa filosófica no Instituto Católico de Toulouse/França (2017). Pós-Doutorado pela Unioeste com pesquisa filosófica na Universidade do Salento/Lecce/ Itália (2018).

Referências

DESCARTES, R. Œuvres (AT). Charles Adam et Paul Tannery (Org.). Paris: Vrin, 1973-8. 11 vol.

______. Œuvres et lettres (O.L.). André Bridoux (Org.). Bélgica: Galimard, 1953.

______. Œuvres philosophiques de Descartes (O.P.D.). Ferdinand Alquié (Org.). Paris: Vrin, 1967. 3 vol.

______. Obras escolhidas. J. Guinsburg, Roberto Romano e Newton Cunha (Orgs.). Tradução de J. Guinsburg, Bento Prado Jr. et al. São Paulo: Perspectiva, 2010. (Textos, 24)

______. Meditações sobre filosofia primeira. Tradução de Fausto Castilho. Edição bilíngue em latim e português. Campinas, SP: Unicamp, 2004. (Multilíngues de Filosofia Unicamp – Série A – Cartesiana I)

______. O mundo (ou Tratado da luz) e O homem. Apresentação, apêndices, tradução e notas de César Augusto Battisti; Marisa Carneiro de Oliveira; Franco Donatelli. Edição bilíngue em francês e português. Campinas, SP: Unicamp, 2009. (Multilíngues de Filosofia Unicamp – Série A – Cartesiana II)

______. Obras filosóficas: Objeciones e Los princípios de la filosofia. Introdução de Étienne Gilson. Versão espanhola de Manuel de La Revilla. Buenos Aires: El Ateneu, 1945.

______. Princípios da filosofia. Tradução de Ana Cotrim; Eloísa da Graça Burati. 2. ed. São Paulo: Rideel, 2007. (Biblioteca Clássica)

______. Regras para a direção do espírito. Tradução de João da Gama. Lisboa: Edições 70, 1989.

ALQUIÉ, Ferdinand. La découverte métaphysique de l’homme chez Descartes. Paris: Presses Universitaires de France, 1950.

______. Leçons sur Descartes. Paris: La Table Ronde, 2005.

ARISTÓTELES, Metafísica, v. II. Ensaio introdutório, texto grego com tradução e comentário de Giovanni Reale. Tradução de Marcelo Perine. 3. ed. São Paulo: Loyola, 2013.

BARON, Jan-Louis Vieillard (Org.). Le problème de l’âme et du dualisme. Paris: Vrin, 1992.

BATTISTI, César Augusto. Sujeito em Descartes: ser pensante e corpo. In: Às voltas com a questão do sujeito: posições e perspectivas. Ijuí, RS; Cascavel, PR: UNIJUÍ/EDUNIOESTE, 2010.

_________. O método de análise em Descartes: da resolução de problemas à constituição do sistema do conhecimento. Cascavel, PR: EDUNIOESTE, 2002. (Estudos Filosóficos, 5)

BEYSSADE, Michele. A dupla imperfeição da idéia segundo Descartes. Tradução de Marcos André Gleizer. Analytica, Rio de Janeiro, v. 2, n. 2, p. 37-49, 1997.

BEYSSADE, Jean Marie. A teoria cartesiana da substância: equivocidade ou Analogia? Tradução de Lia Levy. Analytica, Rio de Janeiro, v. 2, n. 2, p. 11-36, 1997.

BEYSSADE, J.-M.; MARION, J.-L. (Org.). Descartes: objecter et répondre. Paris: Presses Universitaires de France, 1994.

BIRCHAL, T. S. O cogito como representação e como presença: duas perspectivas da relação de si a si em Descartes. Discurso, São Paulo, v. 31, p. 441-461, 2000.

BORGES, Marcos Alexandre. Sobre o cogito como representação. 2009. 102 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Linha de Pesquisa: Metafísica e Conhecimento – Universidade Estadual do Oeste do Paraná, 1996.

BRANCO, Guilherme Castelo (Org.). Descartes: a ordem das razões e a ordem das paixões. Rio de Janeiro: NAU, 1999.

BUZON, Frédéric; KAMBOUCHNER, Denis. Vocabulário de Descartes. Tradução de Cláudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes, 2010. (Vocabulário dos filósofos)

CAHIERS DE ROYAUMONT. Philosophie n. II. Paris: De minuit, 1957.

COTTINGHAM, John. Dicionário Descartes. Tradução de Helena Martins. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1995.

COTTINGHAM, John (Org.). Descartes. Tradução de André Oídes. Aparecida, SP: Ideias & Letras, 2009. (Companions & Companions)

FORLIN, Enéias. A teoria cartesiana da verdade. São Paulo: Humanitas; Ijuí: Unijuí/ Fapesp, 2005. (Filosofia, 14)

______. O argumento cartesiano do sonho. Discurso, São Paulo, n. 32, p. 235-248, 2001.

______. O papel da dúvida metafísica no processo de constituição do cogito. São Paulo: Humanitas, 2004.

______. O princípio-fantasma da meditação terceira: esclarecimento sobre os termos de formulação da prova cartesiana do valor objetivo de nossas idéias. In: Necessidade e Eternidade. Campinas, SP: Unicamp-IFCH, 2008. p. 109-161.

GAUKROGER, Stephen. Descartes: uma biografia intelectual. Tradução de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: UERJ, 1999.

GILSON, É. Études sur le rôle de la pensée médiévale dans la formation du système cartésien. 4 ed. Paris: Vrin, 1984.

GLEIZER, Marcos André. Espinosa e a idéia-quadro cartesiana. Analytica, Rio de Janeiro, v. 3, n. 1, p. 75-89, 1998.

GOLDSCHIMIDT, Victor. Os diálogos de Platão. Tradução de Dion Davi Macedo. São Paulo: Loyola, 2002.

GOMBAY, André. Descartes. Tradução de Lia Levy. Porto Alegre, RS: Artmed, 2009.

GOUHIER, Henri. La pensée métaphysique de Descartes. 4. ed. Paris: VRIN, 1999.

GRIMALDI, Nicolas. La morale: Descartes. Paris: Vrin, 1992.

GUENANCIA, P. Descartes. Tradução de Lucy Magalhães. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1991.

_________. Le corps peut-il être un sujet? In: Descartes et la question du sujet. Paris: Presses Universitaires de France, 1999.

_________. L’intelligence du sensible: essai sur le dualisme cartésien. França: Éditions Gallimard, 1998.

GUEROULT, Martial. Descartes selon l´ordre des raisons. Paris: Aubier, 1968. 2 v.

HAMELIN, Octave. El sistema de Descartes. Tradução de Amalia Haydée Raggio. Buenos Aires: Losada, 1949.

HOBBES, Thomas. Do cidação. Tradução de Renato Janine Ribeiro. São Paulo: Martins Fontes, 1992.

_________. Leviatã ou matéria, forma e poder de um estado eclesiástico e civil. Tradução de João Paulo Monteiro ; Maria B. da Silva. São Paulo: Abril Cultural, 1974. (Os Pensadores)

HUSSERL, E. Meditações cartesianas. Tradução de Frank de Oliveira. São Paulo: Madras, 2001.

KAMBOUCHNER, Denis. L’ Homme des passions: Commentaires sur Descartes. Paris: Albbin Michel, 1995. 2 t.

______. Les méditations métaphysiques de Descartes; Introducion générale; Première meditation. Paris: PUF, 2005.

KOYRÉ, Alexandre. Considerações sobre Descartes. 4. ed. Lisboa: Presença, 1992.

LANDIM, Raul Ferreira. A referência ao dêitico “EU” na gênese do sistema cartesiano: A res cogitans ou o homem? Analytica, Rio de Janeiro, v. 1, n. 2, p. 41-67, 1994.

______. Evidência e verdade no sistema cartesiano. São Paulo: Loyola, 1992. (Coleção Filosofia, 23)

______. Idealismo ou realismo na filosofia primeira de Descartes. Analytica, Rio de Janeiro, v. 2, n. 2, p. 129-159, 1997.

LAPORTE, J. Le rationalisme de Descartes. Paris: PUF, 1945.

LEVY, L. Eu sou, eu existo: isto é certo; mas por quanto tempo? In: Analytica. Rio de Janeiro, v. 2, n. 2, p. 161-185, 1997.

LOPARIC, Zeljko. Descartes heurístico. Campinas, SP: UNICAMP, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, 1997. (Trajetória, 5)

MARION, J-L. Sur l’ ontologie grise de Descartes. 2. ed. Paris: Vrin, 1991.

MOYAL, J. D. La critique cartésiaenne de la raison: folie, rêve et liberté dans les Meditations. Montreal; Paris: Bellarmin; Vrin, 1997.

_________. (Ed.). René Descartes critical assessments. London; New York: Routledge, 1991, 4 v.

Necessidade e eternidade. Márcio A. D. Custódio; Tadeu M. Verza; Anastasia G. Itokazu (Orgs.). Campinas, SP: UNICAMP, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, 2008.

ONG-VAN-KUNG, K. Descartes et l’ Ambivalence de la Création. Paris: J. Vrin, 2000.

ONG-VAN-KUNG, K. (Org.). Descartes et la question du sujet. Paris: Presses Universitaires de France, 1999.

PLATÃO. A república. Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira. 2. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1993.

REALE, Giovanni. História da filosofia antiga: Platão e Aristóteles. Tradução de Henrique Cláudio de Lima Vaz; Marcelo Perine. São Paulo: Loyola,1994.

ROCHA, Ethel Menezes. Animais, homens e sensações segundo Descartes. In: KRITERION, Belo Horizonte, n. 110, p. 350-364, dez. 2004.

_________. O conceito de realidade objetiva na terceira meditação de Descartes. Analytica, Rio de Janeiro, v. 2, n. 2, p. 203-218, 1997.

_________. Princípio de causalidade, existência de deus e existência de coisas externas. Cadernos de história e filosofia da ciência, série 3, v. 10, n. 1, p. 7-30, jan./jun. 2000.

_________. Prudência da vontade e erro em Descartes. In: Verdade, conhecimento e ação: ensaios em homenagem a Guido Antônio de Almeida e Raul Landim Filho. São Paulo: Loyola, 1999. p. 325-337.

RODIS-LEWIS, Geneviéve. Descartes: uma biografia. Tradução de Joana d’Ávila Melo. Rio de Janeiro: Record, 1996.

_________. Descartes e o racionalismo. Tradução de Jorge de Oliveira Baptista. Porto: Rés, 1979.

_________. L’antropologie cartésienne. Paris: Presses Universitaires de France, 1990.

SANTOS, L-R; ALVES, P. M. S; CAROSOSO, A (Coords.). Descartes, Leibniz e a Modernidade. Lisboa: Colibri, 1996.

SCHIRMER, César. A afirmação da existência dos corpos nas Meditações de Descartes: verdade e propensões incorrigíveis. 2003. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Programa de Pós-Graduação em Filosofia, UFRGS. 2003.

SCRIBANO, Emanuela. La nature du sujet:le doute et la conscience. In: Descartes et la question du sujet. Paris: Presses Universitaires de France, 1999. p. 49-66.

SOARES, Alexandre Guimarães Tadeu de. O filósofo e o autor. Campinas: Editora Unicamp, 2008.

STROUD, Barry. El escepticismo filosófico y su significación. Tradução de Letícia García Urriza. México: Fondo de Cultura Econômica, 1991.

TALON-HUGON, Carole. Descartes ou les passions rêvées par la raison: essai sur la théorie des passions de Descartes et de quelques-uns de ses contemporains. Paris: Vrin, 2002.

TEIXEIRA, Lívio. Ensaio sobre a moral de Descartes. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1990.

VALENTIM, Marco Antônio. Uma conversação premeditada: a essência da história na metafísica de Descartes. 2007. 193 f. Tese (Doutorado em Filosofia) – Programa de Pós-Graduação em Filosofia, Instituto de Filosofia e Ciência Sociais, UFRJ. 2007.

Verdade, Conhecimento e Ação: ensaios em homenagem a Guido Antônio de Almeida e Raul Landim Filho. São Paulo: Loyola, 1999.

ZANETTE, Edgard Vinícius Cacho. Ceticismo e subjetividade em Descartes. 2011. 154 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Programa de Pós-Graduação em Filosofia, Unioeste. 2011.

______. Argumentos, ano 4, n. 8, jul./dez. 2012. Resenha de: SALLES, Jordi. “...le persuader aux autres”: le choc avec Hobbes et Gassendi sur le doute. Notes sur la dialogique cartésienne. In: BEYSSADE, J.-M.; MARION, J.-L. (Org.). Descartes: objecter et répondre. Paris: Presses Universitaires de France, 1994. p. 91-109.

WILLIAMS, Bernard. Descartes, el proyecto de la investigación pura. Tradução de Jesús Antonio Coll Mármol. Madrid: Cátedra, 1996.

Capa do livro " Crítica ao sensível na teoria da alma racional de René Descartes"

Downloads

Publicado

2 June 2021

Licença

Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Detalhes sobre o formato disponível para publicação: EPUB

EPUB

ISBN-13 (15)

978-65-89203-17-9

Detalhes sobre o formato disponível para publicação: PDF

PDF

ISBN-13 (15)

978-65-89203-16-2